Thursday, November 15, 2007

BOAS NOTICIAS

Como prometido cá estou eu, passados os benditos 6 meses, para dar noticias.
Felizmente que as análises e a mamografia continuam bem.
Cá estou a trabalhar e a vida continua normalmente. Já consigo até esquecer-me que estive doente.
Espero que passados mais seis meses vá de novo à consulta e continue assim tudo bem.

Friday, March 09, 2007

MAIS UMA ETAPA

Dia 7 de Março de 2007. Data marcada para mais uma consulta de oncologia. Lá fui eu com os nervos à flor da pele, saber o resultado das análises feitas a semana anterior.

O Médico, pergunta sempre: então como tem passado? Eu respondo sempre: Bem, Sr. Doutor...mas.... sempre à espera que ele me diga a opinião dele, pois nem sempre é a que nós esperamos. Mas desta vez... disse: as análises estão boas.

Ufff...... que alivio.

Volta cá em Setembro.

Que bom.. tenho mais seis meses para respirar fundo e seguir em frente.

Espero só voltar aqui a dar mais noticias naquela data. Obrigada a todas pelo apoio... e que todas possam respirar fundo e seguir em frente como eu. Coragem para aquelas que ainda andam em tratamentos. Vai correr tudo bem , Um Abraço da Ercilia.

Sunday, January 07, 2007

ANO NOVO VIDA NOVA

No dia 29 de Dezembro de 2006, recebi a noticia de que tinha sido indeferido o meu pedido de reforma. Assim, apresentei-me ao serviço no dia 2 de Janeiro 2007.

Foi bom voltar a trabalhar, voltar à vida normal e tentar esquecer estes 15 meses de tratamentos, exames médicos, consultas, dúvidas e mais dúvidas.

Sinto-me a renascer de novo.

Amanhã ainda vou a uma consulta de cirurgia mas espero que seja só uma simples rotina. Apesar da cicatriz estar feia, acho que não podia estar melhor depois de tantas radiações que levou.

Thursday, December 07, 2006

Beneficios Fiscais e outros

Os doentes oncológicos estão:

1º-Isentos de taxas Moderadoras nos Hospitais e Centros de Saúde.

2º-Isentos de I.R.S. e I. Selo

3º- Têm direito a transportes para tratamentos e consultas.

4º- Isenção de usar cinto de segurança ( cancro da mama)

5º- Em caso de reforma por invalidez tem direito a mais 50% da contagem do tempo, até aos 36 anos de serviço.

Thursday, November 02, 2006

Quimioterapia

Quimioterapia

Quando soube que ia fazer quimioterapia, fiquei um tanto preocupada, mesmo trabalhando nos Serviços de Saúde, não sabia muito bem como eram os tratamentos, posso dizer que fiquei mesmo alarmada porque há aquela convicção que são tratamentos muito dolorosos e que os doentes ficam muito debilitados.

Foi quando procurei amigas minhas que já tinham tido esta doença.

A primeira com quem fui falar, foi operada a um tumor na mama, Mas não fez quimioterapia injectável. Sómente em comprimidos.

A segunda fez quimioterapia como eu ia fazer. Quando eu lhe perguntei se custava muito respondeu-me prontamente:

Olha… não te vou dizer que não custa; é verdade que custa um bocadinho…. Mas se fosse preciso fazer outra vez para salvar a vida… é claro que voltava a fazer.

É uma mulher forte e determinada. Obrigada amiga. Deste-me muita força. Eu hoje diria o mesmo a alguém que me perguntasse algo sobre a quimioterapia.

Não é nada que não se aguente. É preciso fazer, faz-se!

Para salvar a vida fazemos todos os tratamentos.

Wednesday, November 01, 2006

A Radioterapia

A radioterapia é uma forma de tratamento para o cancro da mama.
Fiz 33 tratamentosde radioterapia , depois de ter feito uma segunda cirurgia, para alargamento da excisão, e de mais quatro tratamentos de quimioterapia.

Após todos os tratamentos, tornei a fazer exames médicos:
analises ao sangue, rx de tórax, tac torácico e abdominal, cintigrafia óssea, ressonância magnética, ecografia ginecológica.

Hoje estou bem devendo sòmente ser vigiada periódicamente e tomar a medicação (Femara).

A PERUCA

E agora? O que fazer?

Confiar nos Médicos e seguir em frente. Fazer os tratamentos necessários. É preciso é salvar a vida. Se tem que se fazer quimioterapia… vamos fazer.

Pois… o pior é que me vai cair o cabelo e os meus filhos vão saber o que eu tenho. Como é que eu lhes vou contar? Como é que eles vão reagir?

Esses,foram dias difíceis da minha vida. Não sabia como lhes dizer sem que eles sofressem muito. Comecei por insinuar que estava doente … que tinha que fazer tratamentos… e um dia, porque não podia adiar mais, ganhei coragem, e disse-lhes directamente: vou começar a fazer quimioterapia. Vai cair o cabelo… mas vou ficar boa.

Assim foi. Seguiram-se seis tratamentos de quimioterapia.

Os dois primeiros tratamentos foram um pouco difíceis porque fiquei enjoada, mas os seguintes, já suportei melhor. Ficava em casa dois dias e depois ia trabalhar, não podia ficar em casa a pensar que estava doente, a vida continuava. Quando o cabelo caiu, (ao segundo tratamento), comprei uma peruca muito parecida com o meu cabelo, e até me diziam: hoje foste à cabeleireira?

Coitada da minha amiga… quando eu lhe respondi: não fui à cabeleireira…. é uma peruca!

Desculpa, amiga, fui muito directa?

A VIDA ESTAVA A SER MUITO DURA PARA MIM , e eu fui bruta ao responder assim….

Monday, October 30, 2006

O DÓI-DÓI

Naquele ano de 2004, tinha que ir à praia. Tinha que apanhar sol. Sentia “fome” de sol como eu costumava dizer.
Já há alguns anos que não ia passar uns dias seguidos à praia e apanhar sol… bronzear-me.
Resolvemos então alugar uma casa na praia da Consolação para eu matar as saudades do Sol. Passei lá 15 dias em pleno Agosto .
Um dia, estava eu sentada numa cadeira baixa e um pouco
debruçada , o meu netito que então tinha 3 anos ,disse-me apontando o dedito para o meu peito: ó vó tens aí um dói-dói.
Aquela frase ainda hoje me soa ao ouvido como se fosse um aviso:
O tal dói-dói era aquele carocinho do tamanho de um grão de arroz que eu sentia entre os meus seios e que começava a doer.
Quando voltei da Praia aquele grão de arroz já estava a repuxar a pele, que entretanto mudou de cor, e ficou tipo casca de laranja, (enrugada.), mas continuei a não ligar muita importância, uma vez que tinha feito uma mamografia e uma ecografia mamária
em Janeiro desse mesmo ano e o diagnóstico era um lipoma. Ora se era um lipoma, não era nada de mais. Tomava uns comprimidos para aliviar as dores ou uns anti-inflamatórios e ia andando.
Acontece que as dores não passaram e o carocito já estava do tamanho de uma ervilha ou talvez maior. Mas como o médico que me fez os exames me aconselhou a repeti-los só passado um ano….
fui aguentando, até que um dia mostrei à minha Médica de Família.
Estávamos em Março de 2005, quando fui encaminhada para o Hospital Distrital. Em Março fui chamada para uma consulta de cirurgia para retirar o lipoma.
Fui operada no dia 15 de Abril de 2005.
Diagnóstico da Anatomia Patológica: carcinoma invasivo de tipo ductal.